segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Apuntos del verano - Eduardo e Mônica

Voltei de Brasília ontem, direto pra um baile de carnaval na casa da minha mãe, em comemoração ao aniversário dela e do Bernardo. Mó clima de alalaô em Petit Poa - sufocante, sabe?

Sobre o cerrado: eu gostei, viu? arzinho frio de noite, "cavo a direta claridade do céu e agarro o sol com a mão". Tá, a cidade é meio arrumadinha demais pra minha cabeça, com todas aquelas numerações e letras, mas ok: ajuda a ser humana aqui, que é toda devaneios, a se organizar na manada. Aliás, leitores com toc, Brasília é o paraíso na terra. Agora, morar num bairro que se chama Setor de Mansões Isoladas é muita afetação, né não? A capital federal pontuou porque:

- é luminosa e verde - quase cítrica;

- mesmo sendo jovem (vai fazer 50 anos) é bem cosmopolita no que diz respeito às gentes, que são de todas as partes;

- conserva um jeitinho interiorano;

- é toda curvilínea, como os brasileiros;

- a gurizada ouve Frank Sinatra, mas também há quem te presenteie com uma excelente jam session.

Ademais, recomendo o Beirute - boteco clássico da cidade -, que reúne gregos e goianos, num clima 'ela era de leão e ele tinha 16'.

Minha hostess e xará Bela é o suprasumo da queridice e escreve aqui. Tá indo de mala e cuia pro Chile amar, estudar e encantar, o que faz e muito bem!

*

Ele comentou que queria ficar confortável. Confortável como o amigo se sente com a vida que leva. No entanto, ele tamborilava os dedos na mesa, trançava as pernas e bebia mamadeiras de uísque. Usou as palavras "luminosa", "inteligente" e "rápida" para falar dela ao amigo. E a descreveu como a pessoa que o fez reapaixonar-se pela cidade que ele havia deixado. Mas ele não gostava dela. De jeito nenhum.

*

Tem um post da Cris Guerra - no Amor e Ponto - que se chama "Castelo". Diz assim: "Dá pra construir qualquer coisa com o que não aconteceu".

Resolvi que vai ser um apartamento dos anos 50, amplo e arejado, bordado de sol, no Leblon. Numa ruazinha calma, arborizada, bem longe do hype. Lá, vou servir mojitos ao som de Joy Division (essa pauta anda meio recorrente, mas voilà!) e andar meio nua, meio não, acreditando que tu entendeu, gostou e vai aparecer com esse riso bom.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dedo médio


O clique genial aí em cima é de Terry Richardson, meu muso, já comentado aqui na Cadela. Pois o punk da fotografia agora tem um diário, que tu pode ler (mais ver do que ler) nesse endereçozinho. Ah, essa senhora distinta é a mãe dele. ADORO!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Notas de verão

É o calor. Não é o Papai Noel.
A energia e o suor são reais.
Se não tiver tudo o que merece, peça um Sanduíche Oriental de salmão grelhado. Fast food fresh.
E sempre teremos mojitos ou a frugal água com gás!
Em último caso, que te sirva de consolo: Alexa Chung e Jude Law, enfim, todos suam e pretendem ser normais.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2+0+1+0=3

Talvez eu ache alguém mais sexy que o Syd Barret ou venha a gostar de ficção científica. De repente, enjoe de coelhos e bigodes e afirme que é um filme da Disney, só que bem melhor. Vai que eu deixe de me identificar com menininhas de óculos e, de uma vez por todas, pare com essa mania de somar todos os números e depois reduzi-los a um múltiplo de três.

Quem sabe eu aprenda a usar o curvex (pra que mesmo?) e o juízo. Com sorte, fique mais horas na cama, faça menos drama e ganhe uma camiseta escrito 'Bela, teu povo te ama'. Ha! O fato é que vou usar tranças em 2010, cultivar uma horta de temperos e reduzir my Peter Pan complex.

Ah, é claro: em 2010, seremos sua melhor fantasia.


(Trilha sonora: Glee//Dancing With Myself)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Vale por 4 mil palavras

Desculpaí o clichê, mas tá demais da conta!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

closed mondays.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

"A praia deserta zumbe na orelha: concha do mar"

Não sei mais de quem é a ilustra porque quando eu tava redigindo o post alguém chegou e tirou a concha do meu ouvido, zumbizou tudo, estragou a delícia, fedeu o cheiro de mar. Mas eu não desisto! Resgato, sempre, onde quer que esteja, a guriazinha aquela que virava fada e fazia chover purpurina das portas bem altas do armário grande (que, na verdade, tinha apenas seis portas). A gente pode ouvir o barulho do mar. Sem sair do lugar.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Seminário Latino-Americano RIQUEZA E DESIGUALDADE NA AMÉRICA LATINA

dias 3, 4 e 5 de novembro de 2009 | Memorial do Rio Grande do Sul | Praça da Alfândega

O Seminário Latino-Americano Riqueza e Desigualdade na América Latina está dividido em três frentes: conferências, balanços nacionais e estudos especializados; cada um com um foco diferenciado: a riqueza como causa de uma realidade mundial e, principalmente, brasileira. A iniciativa é do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS), da UFRGS. Com o apoio do Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (CNPq) e da Câmara Rio-Grandense do Livro, está incluído na programação da 55a Feira do Livro de Porto Alegre.

O coordenador do evento Antonio David Cattani explica: “Este tema é tabu nos estudos acadêmicos. São raros os pesquisadores que conseguem desenvolver estudos especializados, pois existe um grande número de restrições e barreiras impedindo o conhecimento sobre a realidade e as práticas das classes abastadas”. O professor destaca ainda que “economistas, sociólogos e assistentes sociais até desenvolvem estudos apurados sobre o ‘pólo pobreza’, entretanto, apesar das incontáveis iniciativas públicas e privadas, as desigualdades parecem não diminuir”.

Além de renomados cientistas sociais brasileiros, o seminário contará com a participação de pesquisadores da Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Uruguai. Na pauta do encontro serão abordados temas como a recente crise internacional, a concentração de renda em vários países da América Latina, as relações entre mídia e poder, o papel das organizações empresariais, a tributação sobre as altas fortunas e as redes familiares como elementos de reprodução de privilégios.

PROGRAMAÇÃO

Dia 3

16h30 – Conferências de abertura

A crise internacional: quem ganha, quem perde – Enéas de Souza (RS)

A sacralização dos privilégios – Jessé Souza (MG)

Coordenação: Soraya Vargas Cortes (RS)

Dia 4

9h às 12h30 – Desigualdades: Argentina, Uruguai e Bolívia

Argentina: desigualdades em La Argentina neoliberal – Sonia Alvarez

Uruguay: Estado, poder e desigualdades – Cristina Zurbriggen

Bolivia neoliberal: crescimiento, desigualdad y pobreza – Fernanda Wanderley

Coordenação: José Vicente Tavares dos Santos (RS)

14h às 17h – A questão do poder

Mídia e poder – Cristovão Feil (RS)

Poder econômico e ideológico: associações empresariais na rede neoliberal internacional – Denise Gros (SP)

Executivos das transnacionais e ação política – Marcelo Seráfico (AM)

Coordenação: Maira Baumgarten (RS)

Dia 5

9h às 12h30 – Desigualdades: Colômbia, Paraguai e Brasil

Colombia: bloque en el poder y selectividad estratégica em la dinámica reciente de La acumulación – Liliana Franco Restrepo

Paraguay: las sordas simetrias – Milda Rivarola

Brasil: oh quão dessemelhante! – Marcelo Medeiros (DF) e Antonio David Cattani (RS)

Coordenação: Lorena Holzmann (RS)

14h às 17h – Riqueza e reprodução

Tributação e reprodução da riqueza no Brasil: o caso do imposto sobre as grandes fortunas – Fabiano Burkhardt (DF)

Educação e reprodução das classes abastadas – Francisco Kieling (RS)

Riqueza, redes familiares e desigualdade – Ricardo Costa de Oliveira (PR)

Coordenação: Clarissa Baeta Neves (RS)

http://www6.ufrgs.br/ppgs/riqueza-desigualdade



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O umbral da verdade.

Yom Kipur - o dia do Perdão - é a data mais sagrada e solene do ano judaico. Se celebra hoje, com jejum, reflexão e orações. É o dia de pedir perdão.
Me cai como uma luva.

"Lembrei-me [...] das palavras de meu pai sobre os segredos da Torá: somos todos filhos de Deus. Em cada um de nós habita uma alma que veio do Trono de Glória. Há centelhas divinas até na lama... [...] Cheguei realmente a sentir que havia um espírito santo dentro de mim, uma partícula da Divindade. Na escuridão, divisei uma flor chamejante, reluzindo como ouro, luminosa como o sol. Ela se abriu como um cálice e de seu interior saltaram cores vivas: amarelo, azul, púrpura - cores e formas como as que vemos somente nos sonhos".

"Tudo o que ele dizia ficava gravado na minha cabeça. Ao fechar os olhos, eu via figuras e cores que nunca tinha visto antes, as quais assumiam continuamente novos feitios e formas. Às vezes, divisava um olho afogueado, mais luminoso que o sol e com uma pupila estranhíssima. Até hoje consigo, com algum esforço, ver esse olho radiante. Minha lembrança daqueles dias é repleta de flores e gemas visionárias. Porém na época as visões eram tão numerosas que eu às vezes não conseguia me libertar delas". (Trechos de "No tribunal de meu pai", livro do genial Isaac Bashevis Singer, Nobel de Literatura, a mim apresentado pelo querido Gustavo Machado).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

todo dia

casa. rua. mais rua que casa. saco.
quando a casa vira rua e a rua vira casa,
fudeu.
sou animal doméstico.
maior sonho ever: afofar cortinas.
mas inventaram de queimar sutiã
(sorry, colegas, mas enfim).

mas aí que eu prefiro as lides da casa.
sério? talvez não. mas confesso: tenho uma cumplicidade
com os azulejos. e andar por ali, entre a cozinha e o quarto,
pode ser sim uma buena onda...

só que a prenda tem de ser fodástica, não é mesmo?
aí ela lê. lê o Coetzee que a Katarina deu, a Gloss do mês,
a bula do remédio, o post do La Vieja Bruja. lê porque não
se pode idiota. ou talvez porque a leitura a anteceda.

essa parte da máquina de lavar é mentira.
vai tudo pra Spuma D'água. que ela não é palhaça
de ninguém. jamais foi, aliás.

quando em vez, é acometida pela entidade da chacrete limpadora.
e, rebolativa, abana panos nas mãos e valseia
com vassouras, se tansforma em Ginger Rogers
e seu Fred Astaire é o rodo.

porém, quer ser linda de florzinha...
se ajeita, emboneca, apruma. um amor!

e mesmo não sendo este o seu melhor ângulo,
até que engana bem...
Ilustras de Kavel Rafferty

(e quando me dei conta, estava falando na
terceira pessoa do singular. quem explica?)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pata no VMB 2009


E tá dado o recado!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

eu sou a última bolachinha do pacote!

aquela mais GOSTOSA, sabe? a última? ãhn? ãhn? é, néam? pois então... agora a queridona aqui faz parte do coletivo-delícia recheio digital agência de conteúdo, até porque a gente não pode pensar num pastel sem recheio, mirradinho... e assim são os projetos: o recheio – ou conteúdo - que torna tudo mais interessante!


pois a recheio digital dá personalidade a sites, blogs, vídeos, revistas e afins, da mesma forma que o recheio identifica o sabor de um pastel. o povo da recheio é la crème de la crème e euzinha, a última bolachinha do pacote!, aqui ó!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Que eu sou louca por coelhos, bigodes e óculos todo mundo sabe. Agora, Fifi Lapin (já postada aqui), ah... faz meu dia looz, glitter!


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

'tudo dito, nada feito, fito e deito'

Com o poema de Leminski, descrevo o meu entendimento do por que Roberto Carlos é considerado um rei: simplesmente pelo fato de ser majestoso, doce, respeitoso, afetivo e sim: SUPERIOR. Trata-se de um ser superior e não me venham com esse papo de que é brega gostar do rei e não sei mais o que. Ele pode porque é quase divino (quase?). E tem approach e sex appeal. Quem foi ontem ao show de duas horas que ele deu no Gigantinho pôde sacar isso e mais: a voz anasalada não importa nada quando o verso é: "Eu tenho tanto/ pra lhe falar/ mas com palavras/ não sei dizer/ como é grande/ o meu amor por você".

ALVÍSSARAS! LONGA VIDA AO REI!