sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Sempre há o pouso - pausa que merecemos
Ilustração de Jenny BowsersNos fios de luz que nos encadeiam os humanos, "sentinelam" os pássaros e seu alumbramento.
Talvez fios e pássaros sejam a prova de que Deus existe: o concreto, reto, estático e feio em contraponto ao vento, partner maior do vôo. O vento não enxergamos, mas ele se comprova na figura do pássaro e nas árvores descabeladas...
Mas não bastaram as asas: Deus deu aos pássaros riscos de pernas, porque todos precisamos parar. Alguns seguem sempre no mesmo lugar, como os fios fincados nos postes.
Porém a comprovação infinita da existência divina está nas pernocas dos passarinhos, que se configuram numa extensão dos fios: a sutileza de Deus, que nos põe e tira dos lugares, através do que vemos e de todo o resto imensurável, que é vento.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
terça-feira, 6 de novembro de 2007
A isso chamamos amor
Minha chaga do peito não escondo. Levaram meu maior amor e nem deixaram que eu me acostumasse. É como se eu tivesse habituada a andar sobre três pernas e gangrenassem duas. Foi sem pedir licença e quando desesperei, nem Deus, nem Rivotril, nem amigos, nem dinheiro, nem análise, nem fumo, nem sono, nada! À merda! Mas amor de pai não morre, antes, é além do tempo-espaço. Tive raiva de Deus. Pena de mim. Me sentia tonta, inflamaram-se os labirintos e a bússola da vida tava bebum.
Ainda não passou: não ligo nada na tomada, minhas tripas doem antes de ir passear em lugares além da Província Sangre, não quero subir até o Cristo Redentor, não posso nascer de parto normal. Acumulo lixo na área de serviço, sempre sobra um feijãozinho no meu prato, o vento me lambe quando quer e eu gosto, não sei pregar um botão. Amputaram duas das minhas três pernas quando meu pai morreu, mas engano bem.
Ainda não passou: não ligo nada na tomada, minhas tripas doem antes de ir passear em lugares além da Província Sangre, não quero subir até o Cristo Redentor, não posso nascer de parto normal. Acumulo lixo na área de serviço, sempre sobra um feijãozinho no meu prato, o vento me lambe quando quer e eu gosto, não sei pregar um botão. Amputaram duas das minhas três pernas quando meu pai morreu, mas engano bem.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Jadore!

A obra de Banksy pode ser encontrada nas ruas de Londres. Mas quem é Banksy? Não se sabe sua identidade ao certo. Bom, né? Eu gosto do esconde-esconde. E adoooooro a obra acima [ela vai pra parede da minha sala!].
Não me importa quem seja Banksy, mas me agrada a notícia de que ele trocou 500 CDs da cantora (?) Paris Hilton por cópias adulteradas em lojas de Londres.
sábado, 27 de outubro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Hipóteses da afeição ou Como fosse mesmo um dia depois de outro dia
Talvez eu tenha um filho teu. E ponha para dormir pedaços da noite lavados por nossas enchentes.
Talvez tu ache que teremos mais vinte minutos, enquanto o tempo nem existe.
Talvez eu passe a descrever essa ruga insistente ao redor do teu olho esquerdo e mesmo eu queira fazer um Carnaval porque tu não disse Amor, bom dia.
Talvez a gente não tenha uma música, mas uma sinfonia de huns e ãns, estribilhos de nossas asneiras.
Talvez eu passe o dias tamborilando os dedos na mesa, esperando um telefonema teu ou ainda ache encanto no teu jeito tosco.
Talvez tu me dê a mão quando eu sentir medo e eu não aceite por arrogância.
Talvez eu compre uma casa pro nosso amor morar. Quem sabe eu fuja, porque não sei um jeito de amar.
Talvez a gente nem monte no lombo do cavalo louco. E na manada sigamos, normalmente.
Talvez eu costure os botões da tua camisa ou rasgue ela inteira, pois nunca tive nem tenho maneiras.
Talvez tu me queiras somente para assuntos de alcova e toucador. E de bônus receba uma criancinha birrenta, que precise dumas palmadas.
Talvez eu te cante meu menino e já seja tempo de despejar teu sorriso num copo d'água, no armarinho do banheiro.
Talvez tu ache que teremos mais vinte minutos, enquanto o tempo nem existe.
Talvez eu passe a descrever essa ruga insistente ao redor do teu olho esquerdo e mesmo eu queira fazer um Carnaval porque tu não disse Amor, bom dia.
Talvez a gente não tenha uma música, mas uma sinfonia de huns e ãns, estribilhos de nossas asneiras.
Talvez eu passe o dias tamborilando os dedos na mesa, esperando um telefonema teu ou ainda ache encanto no teu jeito tosco.
Talvez tu me dê a mão quando eu sentir medo e eu não aceite por arrogância.
Talvez eu compre uma casa pro nosso amor morar. Quem sabe eu fuja, porque não sei um jeito de amar.
Talvez a gente nem monte no lombo do cavalo louco. E na manada sigamos, normalmente.
Talvez eu costure os botões da tua camisa ou rasgue ela inteira, pois nunca tive nem tenho maneiras.
Talvez tu me queiras somente para assuntos de alcova e toucador. E de bônus receba uma criancinha birrenta, que precise dumas palmadas.
Talvez eu te cante meu menino e já seja tempo de despejar teu sorriso num copo d'água, no armarinho do banheiro.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Tá, meu bem?
Como NÃO é de costume, eu que sou acostumada a entrevistar, concedi uma entrevista para Guta Nascimento, no ótemo Migrante Digital. Corram lá pra saber como foi a Minha Primeira Vez.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Quer espaço?

Então não precisa comprar uma caixa de geladeira. Fique bem com Mamani Keita.
"Espace", além de ter a capa mais tudo-tudo de todos os tempos, é o disco-delícia para sorrir paroles e ninar cochichos. Vai bem com drinks em ambientes mudééérnos ou com o pé na grama em dia de sol.
Eu mesma AMO!
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Meu querido breviário:
No dia cinza, molhado e off tem trilha do Eternal sunshine of the spotless mind, café da manhã com Ana Clara na Listo, ronronar das gatas e suas posturas de yoga, cuias e mais cuias de mate em homenagem à Pátria de Bombachas (?), aroma de vanilla no ar, Chico Buarque antes e sangue entre as coxas, um vôo de sedas por dentro e nada de chaga, de mágoa. Coelhos de chapéu, a porta que bate na cara do marco, uma rosa persistente, chinelo com meia, t-shirt cinza mescla largona - está tudo muito confortável. Logo, esse post poderia ser deletado.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
domingo, 9 de setembro de 2007
domingo, 2 de setembro de 2007
The end, happy end
Queria que 2007 terminasse hoje.
Mas. Vírgula mas - je detest!
Mas ainda temos três meses pela frente.
Seria ótimo que se desse uma pílula a 2007 e um ano novinho em folha estive bem ao alcance das mãos.
Apenas como um símbolo - um símbolo brilhante!
Mas. Vírgula mas - je detest!
Mas ainda temos três meses pela frente.
Seria ótimo que se desse uma pílula a 2007 e um ano novinho em folha estive bem ao alcance das mãos.
Apenas como um símbolo - um símbolo brilhante!
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