A voz cada vez mais grave. Bar.
Espreguiço minhas carnes de anteontem.
Café. Língua lambida.
As toalhas brincam de esconder no varal.
Quieta, na rua singrada pelo sol, ando a passos largos, sacolas do Zaffari e um maço de flores. Agora entendo porque uma amiga não se separa do marido, explicando que seria uma bosta carregar as compras sozinha.
Coca light. Pijama e frio nos pés.
Não vamos passear. Umpf.
Ainda muda, lembro do mito de Sísifo. É... amanhã tem manada.
A vida aos trinta não combina com domingos.
Por isso o título desse post.
domingo, 18 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
A leveza e o peso
Não pretendo pesar menos que um travesseiro nem patrolar a existência. A leveza e o peso é um capítulo de 'A insustentável leveza do ser', de Milan Kundera. Li em 2005, acho, e se aplica totalmente ao que vivo hoje.
Veja:
"Para um amor se tornar inesquecível é preciso que, desde o primeiro momento, os acasos se reúnam nele como os pássaros nos ombros de São Francisco de Assis."
E aqui não me refiro à posse a que o amor está ligado, o amor esse das convenções sociais, dos protocolos que ficam hermeticamente sustentados pela cerquinha branca, que guarda o carro na garagem da casa parcelada em êne prestações. Falo do amor possível, dos momentos e de, depois deles, continuar limpando o banheiro dos gatos, escrever, ir pro escritório e escovar os dentes, mesmo que a noite anterior tenha sido legal.
O amor é o encontro. E a espera também, mais o sem-fim de acontecimentos que sucedem os lençóis amarfanhados. Mesmo que não dê em nada, porque aquele momento foi bacana. Não. Não estou sendo reducionista. Assim é o mundo dos adultos: cartesiano. E justo esses encontros fazem do mundo um lugar mais fofinho.
(Incidental: eu gosto de sentir frio quando estou feliz)
Veja:
"Para um amor se tornar inesquecível é preciso que, desde o primeiro momento, os acasos se reúnam nele como os pássaros nos ombros de São Francisco de Assis."
E aqui não me refiro à posse a que o amor está ligado, o amor esse das convenções sociais, dos protocolos que ficam hermeticamente sustentados pela cerquinha branca, que guarda o carro na garagem da casa parcelada em êne prestações. Falo do amor possível, dos momentos e de, depois deles, continuar limpando o banheiro dos gatos, escrever, ir pro escritório e escovar os dentes, mesmo que a noite anterior tenha sido legal.
O amor é o encontro. E a espera também, mais o sem-fim de acontecimentos que sucedem os lençóis amarfanhados. Mesmo que não dê em nada, porque aquele momento foi bacana. Não. Não estou sendo reducionista. Assim é o mundo dos adultos: cartesiano. E justo esses encontros fazem do mundo um lugar mais fofinho.
(Incidental: eu gosto de sentir frio quando estou feliz)
segunda-feira, 12 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
sábado, 3 de maio de 2008
'Fique calada. Me deixe mudo'
Não vou escrever sobre o Caso Isabella e toda a nojeira da imprensa, os lados da cela nessa história e a culpa da sociedade expiada com a morte dessa menina.
Não vou falar sobre a atualização do anti-vírus, nem do black out ocorrido em Porto Alegre, menos ainda do 'eu te dei um gelo, né?'.
Não vou contar sobre meu cansaço, proveniente das mais de oito horas diárias sob a luz branca esparramando-se pela mesa de fórmica.
Também não pretendo emendar a desculpa esfarrapada que dei pra não ter aparecido naquela quarta-feira no bar ('combinadíssimo! estarei lá às dez').
Não vou inventar: esqueci do almoço também.
Ainda, não quero desdizer a demora dos dias porque eles não me pertencem, nem a estranheza que me falta ou o enjôo do tudosempreigual.
Não vou explicar porque menti sobre a webcam, nem pelo maior cacete do mundo!
(Bela: não faça papel de louca!)
Não vou falar sobre a atualização do anti-vírus, nem do black out ocorrido em Porto Alegre, menos ainda do 'eu te dei um gelo, né?'.
Não vou contar sobre meu cansaço, proveniente das mais de oito horas diárias sob a luz branca esparramando-se pela mesa de fórmica.
Também não pretendo emendar a desculpa esfarrapada que dei pra não ter aparecido naquela quarta-feira no bar ('combinadíssimo! estarei lá às dez').
Não vou inventar: esqueci do almoço também.
Ainda, não quero desdizer a demora dos dias porque eles não me pertencem, nem a estranheza que me falta ou o enjôo do tudosempreigual.
Não vou explicar porque menti sobre a webcam, nem pelo maior cacete do mundo!
(Bela: não faça papel de louca!)
terça-feira, 29 de abril de 2008
Tirando o coelho da cartola
"Pobres cobaias - nós, as crianças nascidas nos anos 70". A frase do Miguel, meu fiel escudeiro, repetida desde 1995, ainda hoje é PODRE DE ATUAL.
Sim. A vida é um truque. Torço o nariz.
Sim. A vida é um truque. Torço o nariz.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Let's dance little stranger
Uma seqüência de figurinos errados essa semana: quando tava frio, blusa curta e sapatilha sem meia. Nos dias mais quentes, casaco. Umpf. Todo gênio é distraído [mas nem todo distraído é gênio].
Sono na potência 10 e adultismo na 20, logo, moída e até meio mal humorada.
Gostando bastante de Nouvelle Vague e de Neri per Caso, até porque quem é romântico, é brega e isso diz respeito apenas à banda italiana da coisa.
Escrevo uma carta - caneta sobre o papel, que adoro! Já temos cinco páginas. Glória! Ainda existe gente que não usa o computador. Valeu, Gjermund! É quase um Tratado de Tordesilhas, mesmo não resolvendo os conflitos, nem do Mundo Novo, nem dessa baderna contemporânea. Porém, fazendo a minha micro-política.
Troco o almoço por Guaraná Diet and cigarrettes porque o café da manhã é mais importante.
Por fim, espero uma contradança pro fim de semana. Dance with me!
Sono na potência 10 e adultismo na 20, logo, moída e até meio mal humorada.
Gostando bastante de Nouvelle Vague e de Neri per Caso, até porque quem é romântico, é brega e isso diz respeito apenas à banda italiana da coisa.
Escrevo uma carta - caneta sobre o papel, que adoro! Já temos cinco páginas. Glória! Ainda existe gente que não usa o computador. Valeu, Gjermund! É quase um Tratado de Tordesilhas, mesmo não resolvendo os conflitos, nem do Mundo Novo, nem dessa baderna contemporânea. Porém, fazendo a minha micro-política.
Troco o almoço por Guaraná Diet and cigarrettes porque o café da manhã é mais importante.
Por fim, espero uma contradança pro fim de semana. Dance with me!
segunda-feira, 21 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Meu avatar
Na verdade, eu e Mousse.
Tri mmmmmmmmassa, né?!
Para saber meu humor hoje, é só clicar na imagem.
Querendo ter um, vem pra cá! Barbadinha J.H. Santos.
segunda-feira, 31 de março de 2008
"Nada melhor do que não fazer nada"
Eu já aderi e acho BEM IMPORTANTE que tu faça o mesmo (ou não faça NADA, que é justamente a proposta).
Conforme seu criador, marboh, o objetivo do Clube de Nadismo "é criar um momento especial que oferece a oportunidade rara de efetivamente parar e não fazer coisa alguma". A experiência é um 'giftzinho' dolce far niente, que "além de ser extremamente gratificante e saudável, repercute profundamente nos levando a dar mais valor ao nosso tempo e a refletir sobre como o ocupamos", apregoa o papa do deleite.
É deitar e não rolar.
sábado, 29 de março de 2008
Hey!
Comece muito bem, obrigado o fim de semana: clique aqui, coloque o som no talo e ouça a chanson "Hey", da Pata de Elefante. Depois, saia por aí, linda (o) de viver! porque tem vento na rua e sol e gente querida e folhas se fazendo de tapete. Porto Alegre é tri mmmmmassa, tá de aniversário e enfim, "a vida é pra valer, a vida é pra levar".
(Pra que não está em Petit Poa, transcende, amorrrr!)
(Pra que não está em Petit Poa, transcende, amorrrr!)
sexta-feira, 21 de março de 2008
"Kiko, bódhi, dadáda, nenê, mama, gogó, cáca"
As aspas acima fazem parte do pequeno dialeto do Coelho da Páscoa, que veio passar o fim de semana aqui em casa.
Consegui flagrá-lo esbaldando-se com os chocolatinhos. Veja:
Consegui flagrá-lo esbaldando-se com os chocolatinhos. Veja:
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